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Isabel Furini: Lançamento do livro As filhas de Manuela de Bárbara Lia

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Neste domingo, dia 16/04, das 09h às 14h, na Feira do Poeta de Curitiba, Rua Cel. Enéas, n° 30, Largo da Odem, Curitiba (PR), a escritora Bárbara Lia lançará o romance “As filhas de Manuela”.

Bárbara Lia é uma das mais reconhecidas escritoras do Paraná. Esse livro recebeu Menção Honrosa em 2015 na primeira edição do Prémio Fundação Eça de Queiroz (Portugal).

As Filhas de Manuela
Bárbara Lia
Romance
150 páginas
Capa: Fotografia de Félix Nadar (1820-1910)
Triunfal – Gráfica e Editora (Assis – SP)

Sinopse:
As Filhas de Manuela trafega pelo realismo mágico. A narrativa inicia em 1839 em plena Guerra dos Farrapos e segue até os dias atuais. O enredo acompanha a vida de todas as descendentes de Manuela, uma garota simples de Paranaguá que se apaixona por um oficial da Armada Nacional. Manuela sai em uma busca e esta busca pelo homem amado a levará ao encontro de alguém cruel. Este homem, rejeitado por Manuela a amaldiçoa. Nesta maldição ele pretende que ela e sua descendência sofram duras perdas com o adendo de levarem, todas as mulheres da estirpe de Manuela, uma sombra da cor do sangue.
Como cada mulher viveu esta peculiaridade e os desdobramentos deste encontro de Manuela com o amor e o ódio vai definir os passos futuros das mulheres da família de Manuela em um círculo de perdas e superações.

– As Filhas de Manuela recebeu, em 2015, Menção Honrosa na primeira edição do Prémio Fundação Eça de Queiroz – em Santa Cruz do Douro, Portugal.

Fragmento do livro:

(…)
conheci uma escritora triste que sempre fica na Livraria Ponte de Tábuas, tomando um cappuccino e escrevendo. Ela me vê. Conversamos telepaticamente. Ela diz que gostaria de ver Proust e não eu. Eu pergunto: quem é Proust? Passo horas ouvindo sobre Proust. Ela o admira. E ela diz que adoraria que eu fosse Proust, pois eu poderia dizer se os escritos dela são Literatura ou desabafo. Poesia ou nada. E ela lê para mim e eu ouço e acho lindo. Ela diz que achar lindo não significa muito. Ela diz que as pessoas choram com propaganda de margarina e gostam de axé. Eu não sei bem o que é axé. Digo que meu avô ouve umas óperas italianas belíssimas e que minha avó adora Chico Buarque. Ela sorri e diz:  — Berço de ouro o teu, Mel. Eu sorrio. Nasci em berço de ouro. Sim. Eu nasci. Ela diz que tem nome de escritora: Virginia. As minhas tardes ganham nova alegria. Sento-me diante de Virginia e tenho aulas de Literatura. De vez em quando ela se queixa por eu não ser Proust, mas, com o tempo deixa de humilhar-me por causa de Proust e começa a ser mais amiga.
As filhas de Manuela (Bárbara Lia)

Bárbara
Bárbara Lia
 nasceu em Assai (PR). Poeta e Escritora. Professora de História. Publicou os livros: O sorriso de Leonardo (Kafka edições baratas/2004), O sal das rosas (Lumme Editor/2007), A última chuva (Mulheres Emergentes – MG/2007), Solidão Calcinada (Imprensa Oficial do PR/2008), Constelação de Ossos (Vidráguas/2010), Paraísos de Pedra (Penalux/2013), Respirar (Ed. do autor/2014), Forasteira (Vidráguas/2016), entre outros. Integra várias Antologias, entre elas: O que é Poesia? (Confraria do Vento – Cáliban/2009), O Melhor da Festa 3 (Festipoa/2012), Amar – Verbo Atemporal (Rocco/2013), Fantasma Civil (Bienal Internacional de Curitiba/2013), A Arqueologia da Palavra e a Anatomia da Língua (Moçambique/2012).

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