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Interação com animais contribui para a recuperação de pacientes com paralisia cerebral e disfunções que afetam os movimentos

Interação com animais contribui para a recuperação de pacientes com paralisia cerebral e disfunções que afetam os movimentos

Interação com animais contribui para a recuperação de pacientes com paralisia cerebral e disfunções que afetam os movimentos
maio 31
17:23 2017

A psicóloga Manuella Maciel com Flor

Pet terapia, além de incentivar o tratamento, acelera a reabilitação

 

           Dar um estímulo a mais para os pacientes. Este é o objetivo da Terapia Assistida por Animais (TAA), conhecida também com pet terapia, atividade em que o animal atua como co-terapeuta dentro da psicologia, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, dentre outras áreas da saúde. A prática, que teve origem na Inglaterra, em 1792, em um centro de tratamento de pessoas com transtornos mentais, ainda é pouco difundida. No Brasil, a primeira experiência foi no início da década de 50 com pacientes esquizofrênicos. Já em Curitiba, é desenvolvida há 14 anos pelo Instituto Cão Amigo, que com o auxílio de voluntários, leva animais a instituições para desenvolver a Atividade Assistida por Animais, com a finalidade de melhorar a qualidade de vida das pessoas em geral. Uma das fundadoras da ONG, a psicóloga Manuella Maciel acaba de se tornar a nova parceira do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica.

            A clínica tem como diferencial oferecer uma recuperação voltada à humanização e atendimento personalizado de acordo com as necessidades de cada pessoa. “Temos como objetivo facilitar a inserção dos pacientes na sociedade, daí a importância de buscarmos novas formas de terapia”, explica a terapeuta ocupacional i e sócia da CERNE, Syomara Cristina Smidiziuk. De acordo com ela, a terapia assistida por animais contribui de forma significativa na melhora e traz bons resultados aos pacientes que recebem este tipo de tratamento, principalmente para aqueles com paralisia cerebral e outros problemas que alteram os movimentos.

           Segundo Manuella, responsável pela cão terapia desenvolvida na CERNE, não há como avaliar quantitativamente os benefícios deste tipo de terapia, mas há inúmeros trabalhos que comprovam que quando o animal entra no setting terapêutico, há um aumento na qualidade das respostas do paciente, até mesmo em relação à assiduidade.

          Para ela, além de ser um estímulo a mais, serve como um apoio emocional. “Muitas vezes o paciente sente algum desconforto ou até mesmo dor e o animal acaba desviando a atenção e disfarçando o incômodo”, destaca. Além do vínculo estabelecido com o cão, tem também a questão de estimular os movimentos, ao invés do paciente realizar um gesto só por fazer, ele vai, por exemplo, esticar o braço para alcançar e acariciar o animal. “Quando colocamos o cachorro atrás do paciente incentivamos ele a girar o tronco. É uma forma mais lúdica e dá um sentido a mais aos movimentos realizados na fisioterapia. Daí a importância de posicionar o cão terapeuta no local adequado”, acrescenta Manuella.

          Além do animal e da psicóloga, a TAA é executada com o apoio de um fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional para facilitar e deixar o trabalho mais leve. Geralmente o cão terapeuta participa durante 30 minutos por sessão, que pode ser realizada quantas vezes quiser, não há limite.

           Terapia Assistida por Animais – A escolha do cão terapeuta segue o modelo de avaliação de uma organização americana especializada em qualificar animais para terapia, onde é analisado o comportamento individual e em grupo, que devem garantir 100% de docilidade, assegurar a harmonia com outros animais e que este não reagirá aos estímulos humanos. A análise dura cerca de 10 minutos e são simuladas situações que podem acontecer durante o trabalho terapêutico, como colocar a mão na boca, dar um puxão no rabo, nas patas, entre outras. “Esses momentos de ‘pressão’ têm a finalidade de garantir que em nenhum momento ele irá reagir”, explica Manuella. Indivíduos de qualquer raça podem ser pet terapeutas, inclusive sem raça definida. Já para os humanos se tornarem voluntários, não é necessário ser profissional, basta passar por uma capacitação. “Porém, para trabalhar com terapia, há a necessidade de ser da área de saúde”, complementa a psicóloga.        

 

Sobre o CERNE – O Centro de Excelência em Recuperação Neurológica conta com uma equipe multiprofissional, composta por fisioterapeutas, fonoaudióloga, musicoterapeuta, psicóloga, terapeuta ocupacional, psicopedagoga, educador físico e enfermeiro. A clínica tem a proposta de oferecer um outro olhar da recuperação da saúde, mais humanizado e personalizado de acordo com as necessidades e demandas do paciente, a fim de facilitar a sua inserção na sociedade. Além de garantir qualidade no tratamento, por meio de um processo padronizado onde o paciente encontra todas as terapias no mesmo local e de forma integrada, o Centro conta ainda com a experiência de suas sócias, a terapeuta ocupacional Syomara Cristina Smidiziuk e a fisioterapeuta Mariana Krueger, uma das primeiras profissionais capacitadas para a aplicação da técnica de Neuromodulação Transcraniana na Região Sul. A sociedade é complementada por Canrobert Krueger, engenheiro de computação e administração.

 

SERVIÇO:
CERNE – Centro de Excelência em Recuperação Neurológica
Endereço: Rua Petit Carneiro, 318 – Água Verde
Informações: 41 3528-6977

 

 

Na foto, a psicóloga Manuella Maciel com Flor. (Divulgação: CERNE)

Fonte: Smartcom-Cristina Sorio

 

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