CRP-PR promove ato em Curitiba em memória de 87 mulheres vítimas de feminicídio no Paraná em 2025

 

Como parte das atividades da campanha “Não quero ser a próxima: a Psicologia no combate à violência contra as mulheres”, o Conselho Regional de Psicologia do Paraná (CRP-PR) promoverá um ato público de protesto contra o feminicídio. O ato está marcado para acontecer no dia 8 de março de 2026, a partir das 14h, na Praça Santos Andrade, em Curitiba. 

      As vidas das 87 mulheres que morreram vítimas de feminicídio em 2025 (segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, do Ministério da Justiça e Segurança Pública) serão lembradas e honradas a partir do simbolismo de 87 pares de sapatos dispostos nas escadarias do prédio histórico da UFPR. Após a ação, os sapatos serão doados para instituições que apoiam mulheres vítimas de violência.

Segundo a Presidente da Comissão da Comunicação do CRP-PR, Lara Helena de Souza Frasson (CRP-08/33121), o objetivo dessa intervenção é tornar visível a ausência que, muitas vezes, é tratada apenas como estatística. “Os sapatos representam o vazio que essas mulheres deixaram, a trajetória que percorreram, a caminhada que fizeram ao longo de suas vidas e o fim trágico e extremamente triste”, afirma a psicóloga. 

A campanha contra o feminicídio é uma iniciativa do CRP-PR para conscientizar a categoria e a sociedade sobre os impactos das violências sobre a vida das mulheres e suas famílias. Em 2025, o Brasil perdeu mais de 1.500 mulheres vítimas de feminicídio, de acordo com dados do Sinesp, enquanto pelo menos 3.867 mulheres sofreram tentativas de feminicídio – violências que frequentemente deixam sequelas para toda a vida.

Os números vêm aumentando a cada ano por uma década: em relação a 2015, quando o feminicídio passou a ser considerado crime pela lei brasileira, o aumento foi de quase 190%. As mais de 13 mil mulheres que morreram ao longo destes 10 anos tinham um nome, uma profissão, família, sonhos e histórias. Todas as vidas foram interrompidas por crimes de ódio, cometidos muitas vezes por parceiros ou ex-companheiros.

Com esta ação, o CRP-PR pretende se aproximar da sociedade neste dia tradicionalmente marcado por homenagens com flores e demais presentes, mas que precisa, também, ser um momento de profunda reflexão: o que estamos fazendo para salvar a vida das mulheres brasileiras? 

“O que esperamos deixar com essa campanha é que precisamos, sim, lutar contra o feminicídio, que não podemos nos calar e que precisamos nos posicionar. A Psicologia, sem dúvidas, é essencial nesse processo”, avalia a conselheira Lara. “Esperamos, com essa ação, realmente conscientizar as pessoas sobre a importância de olharem para a violência de gênero, acolherem as mulheres, oferecerem suporte, auxiliarem umas às outras e, principalmente, conscientizar também os homens de que falar sobre violência de gênero e lutar pelos direitos das mulheres não é uma pauta apenas das mulheres.”

A ação é aberta à participação da categoria e não é necessário realizar inscrição prévia. Sua presença é muito importante para ampliar o alcance da campanha. 


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via assessoria

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