Filme, que já passou por nove festivais no Brasil e no exterior, retorna a Curitiba com a presença de elenco e diretores para conversa com o público
Faltam poucos dias para o reencontro do público curitibano com “Solange”, longa-metragem dirigido por Nathália Tereza e Tomás Osten que retorna à cidade neste domingo, 16 de agosto, às 19h, para uma sessão única e gratuita na Mostra Curitiba de Cinema, no Cine Passeio. Após a exibição, o público poderá participar de uma conversa com os diretores, a atriz, roteirista e coprodutora Cássia Damasceno e integrantes da equipe.
Com uma trajetória que inclui importantes festivais brasileiros e uma participação internacional no New York African Film Festival, nos Estados Unidos, “Solange” chega à sessão em Curitiba depois de conquistar seis prêmios em três festivais, entre eles Melhor Longa-metragem, Melhor Atriz, Melhor Atuação e o Prêmio Especial do Júri.
A atuação de Cássia Damasceno é um dos grandes destaques da trajetória do filme. A atriz recebeu o Prêmio de Melhor Atriz no 2º FestinCineJP (2024) e foi reconhecida novamente no 1º FECICO – Festival de Cinema de Colombo (2024), com o prêmio de Melhor Atuação, enquanto o longa recebeu o prêmio de Melhor Longa-metragem. No VIII Cine Jardim – Festival Latino-Americano de Cinema de Belo Jardim (2024), Cássia conquistou mais um prêmio de Melhor Atuação, e o filme recebeu ainda o Prêmio Especial do Júri.
A trajetória de “Solange” começou em 2023, com a estreia na 26ª Mostra de Cinema de Tiradentes, na competitiva Mostra Aurora. Desde então, o longa passou por eventos como a Mostra Tiradentes SP, o 12º Olhar de Cinema – Curitiba International Film Festival, a VI Mostra Sesc de Cinema e o 25º Festival Kinoarte de Cinema, além do 31º New York African Film Festival, nos Estados Unidos, e de festivais realizados em diferentes cidades brasileiras.
Filmado em Curitiba com equipe e elenco majoritariamente paranaenses, “Solange” acompanha uma mulher que retorna à cidade natal para recuperar caixas com objetos pessoais deixadas na casa de antigos amigos depois de uma mudança. O que deveria ser apenas uma tarefa prática transforma-se em uma jornada íntima por memórias, afetos, relações e situações que permaneceram suspensas no tempo.
Mais do que contar a história da protagonista, o filme propõe ao espectador um encontro com suas próprias memórias e experiências.
“Solange é um retrato, mas também um espelho. Buscamos propor sensações e não explicar motivações, para que, além da profundidade da personagem, o filme seja uma superfície onde cada pessoa possa ver a si mesma refletida. O que Solange guardou em suas caixas deixamos para que o público preencha com suas próprias memórias, relações e escolhas”, afirmam os diretores Nathália Tereza e Tomás Osten.
A identificação do público também tem marcado a trajetória do longa. Segundo os realizadores, os debates realizados após as sessões foram acompanhados por relatos de espectadores que relacionaram a experiência da personagem às próprias histórias.
“Nos debates após as sessões, foram recorrentes relatos de espectadores que compartilharam suas próprias histórias a partir da experiência de Solange. Isso mostra que, embora o filme tenha nascido em um contexto muito específico, ele continua despertando reflexões sobre pertencimento, isolamento, reencontros e a maneira como carregamos nossas memórias”, destacam os diretores.
Para Cássia Damasceno, que interpreta a protagonista e também assina o roteiro e a coprodução, a força da personagem está justamente na possibilidade de identificação.
“Acho que o espectador faz esse movimento junto com Solange. Quantas coisas vamos acumulando na vida e deixamos sem resolver? Ela retorna pensando que vai apenas buscar objetos, mas acaba revisitando emoções, fazendo escolhas e reencontrando partes de si mesma. Vejo esse percurso como um movimento de libertação.”
Reencontro com Curitiba
A sessão deste domingo ganha significado especial por marcar o retorno de “Solange” à cidade onde o filme foi realizado e onde boa parte da equipe construiu sua trajetória artística.
“Um filme independente enfrenta muitas dificuldades para chegar e permanecer acessível ao público. Voltar à cidade onde ele nasceu fortalece esse vínculo com seu primeiro público”, afirmam Nathália Tereza e Tomás Osten.
Para Cássia Damasceno, o reencontro também representa uma oportunidade de manter o filme em diálogo com o público.
“Fico muito feliz por Solange voltar a ser exibido em Curitiba. É uma oportunidade de abrir novas conversas, porque o filme continua vivo e ainda desperta muitas reflexões. Toda a minha trajetória artística foi construída na cidade, então retornar com esse trabalho tem um significado muito especial para mim.”
Com entrada gratuita, a sessão acontece neste domingo, 16 de agosto, às 19h, no Cine Passeio, e será a única exibição do longa na programação da Mostra Curitiba de Cinema. Após o filme, haverá conversa com os realizadores e integrantes do elenco e da equipe.
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